terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Educação e aprendizagem no século XXI: linhas emergentes e seus desafios.



            A linha de pensamento que se ocupa de explicar como se dar o processo de ensino e aprendizagem com o uso das TIC é a psicologia educacional, que vai tratar exatamente do modo de como cada sujeito vai se comportar com o advento dos meios tecnológicos, ou seja, vai analisar o que muda e o que permanece na utilização das TIC como ferramenta no âmbito educacional com um olhar voltado para o uso das tecnologias, mas também fazendo uma comparação com o método tradicional sem o uso das TIC. E assim poder identificar quais vem sendo as mudanças, se elas são estáticas ou se mudam, se são transferíveis e o que evolui em aspectos qualitativos.

Trata de se analisar o que muda (os discursos, as representações, as praticas, os processos os resultados etc.). E saber também de como acontecem essas mudanças e se elas têm características diferentes daquelas que ocorrem em situações e atividades educacionais nas quais as TIC não estão presentes.  (Coll e Monero, p. 34).

            Desde quando surgiu a internet para o que hoje conhecemos dela, houve muitos ajustes até chegar ao que atualmente se entende por internet, desse modo a web passou por vários processos de mudanças. Uma das principais foi a forma de acesso, com o aparecimento dos browser surge a possibilidade de uma maior interatividade e organização de arquivos e informações. A essa forma de perceber a internet damos o nome de web 1.0. O principal responsável pelo que hoje entendemos como browser ou navegador foi o Netscap, o precursor dos navegadores que conhecemos atualmente a exemplo: o Mozilla Firefox, o Internet explore, Google Chrome, etc.  

Web 1.0 ou fase ‘‘pontocom’’. Seu paralelismo com que poderíamos denominar de visão tradicional da educação e uma postura trasmissiva-ceceptiva do ensino e da aprendizagem são evidentes. Existe um administrador (o webmaster em um caso, o professor no outro) que é quem determina o que, quando e como dos conteúdos aos quais os usuários podem acessar (os internautas em um caso os alunos no outro); os usuários por sua vez se limitam a ler, seguir instruções e baixar arquivos de um lugar estático que se atualiza com determinada periodicidade.  (Coll e Monero, p. 35).
Com um crescente número de usuários utilizando a web, foi necessário que as empresas responsáveis ampliassem as suas capacidades e desenvolvessem ferramentas e recursos capazes de proporcionar aos internautas um melhor acesso às informações e também de torná-los como partes construtivas destas informações, dando origem a web 2.0, que tem como característica principal a interação e participação dos usuários na qual a internet deixa de ser um espaço em que o usuário apenas encontrava informações, mas tornando-o um contribuinte, disponibilizando e compartilhando informações.
Porém com toda a expansão da web 2.0, surgiu um grande questionamento: Como lidar com o excesso de informações inúteis e até mesmo erradas que nos rodeia? Para esse questionamento Tim Berners-Lee, 1994, cita que ele tem “um sonho no qual os computadores são capazes de analisar todos os dados da web – o conteúdo, os links, e as trocas entre pessoas e computadores.” Esse sonho não muito impossível, mas um pouco longe de ser real é o que chamam hoje em dia de web 3.0 ou web semântica. Ela seria capaz de organizar e utilizar de maneira inteligente toda a informação já disponível na internet de acordo com o perfil de cada usuário, mostrando apenas o essencial a fim de ajudá-lo com mais eficiência. A internet seria mais próxima a uma inteligência artificial. Embora ainda esteja em processo experimental a web 3.0 deixou de ser um sonho e tornou-se real e com usuários cada vez mais exigentes não tardará a sua implantação.
            Nesse contexto, o avanço tecnológico abre novas perspectivas no que diz respeito ao desenvolvimento escolar, pois com o surgimento de novas tecnologias o processo de ensino-aprendizagem, que poderá sofrer grandes mudanças. Isto indica que poderão surgir três cenários educacionais paralelos, porém independentes: O primeiro seria uma sala de aula cada vez mais virtualizada, onde se aproveitaria ao máximo os recursos pedagógicos oferecidos pela TIC com a finalidade de facilitar o aprendizado. O segundo cenário seria a expansão das salas de aula para outros ambientes como, por exemplo, bibliotecas, museus, entre outros no qual seria possível realizar atividades educacionais com o apoio das TIC. O terceiro cenário seria uma “mega escola” onde as novas tecnologias permitiriam o aprendizado em qualquer lugar e em qualquer situação.
Por muito tempo a escola era vista como a detentora de todo o conhecimento e sua função era transmiti-lo. O pedagogo por sua vez, atuava como transmissor de valores e formas culturais. Por essa razão, a escola formava o tipo ideal de cidadão que a sociedade necessitava. Os anos se passaram e as formas de saberes foram se modificando, a partir de então a escola perdeu a detenção desse conhecimento. A mudança ocorreu porque a escola já não era a única detentora do saber e já podia ser encontrado em outros lugares como o computador que pode dar acesso ao mundo com um simples click.
Todavia, quando se trata do amplo desenvolvimento das TIC, principalmente da internet, alguns desafios emergem do ponto de vista das finalidades da educação. Primeiramente, podemos observar que o papel da escola e do professor como produtores e transmissores de conhecimento têm sido questionados diante dos avanços alcançados pelas TIC. Nesse novo contexto, é inviável que as instituições educacionais continuem adotando uma postura tradicional, autoritária em suas relações com os alunos. Os meios de comunicação e sua grande capacidade de veicular informação em alta velocidade acabam por acentuar a inoperância da escola e dos professores, fato este que tem levado muitos a defenderem modelos educacionais cada vez mais virtualizados. No entanto, é preciso assegurar que a escola e o professor ainda exercem e continuaram exercendo uma função essencial para o progresso e desenvolvimento da sociedade, através da aquisição de conhecimento. Como destaca Pimenta (2009, p.22 e 23) para se chegar ao conhecimento “não basta apenas obter informações, mas é preciso, a partir delas, selecionar, refletir e contextualizar as mesmas”, no sentido de proporcionar a inserção social crítica e transformadora de crianças, adolescentes e jovens nessa sociedade tecnológica, multimídia e globalizada. Somente com o conhecimento poderá se chegar ao uso correto e benéfico dos avanços tecnológicos.
O fato é que a Sociedade da Informação estar alicerçada sobre o desenvolvimento acelerado das Tecnologias de Informação e Comunicação, que esse fenômeno desencadeou mudanças no modo de vida da sociedade, no seu modo produtivo, nas relações, na comunicação e consequentemente na maneira de se pensar e praticar o processo de ensino-aprendizagem. As TIC e a internet favoreceram o acesso à uma gama de informações em altíssima velocidade o que pode conferir dinamicidade ao processo educativo. Todavia, esse excesso de informações pode esconder perigos e trazer consequências negativas à aprendizagem dos alunos. Por essa razão, segundo Coll e Monerio (2010), os alunos devem ser formados como “buscadores estratégicos” de informação capazes de distinguir as informações verídicas das erronias e/ou mal intencionadas, neste contexto a atuação do professor como mediador é fundamental no tratamento da informação para que essa se torne de fato conhecimento.
Outro aspecto associado ao desenvolvimento das TIC são as chamadas “brechas digitais”. Em torno do acesso às TIC têm aparecido novos elementos de exclusão social o que vem a “naturalizar” na esfera virtual as mesmas desigualdades vivenciadas fora dela, assim as minorias são marginalizadas enquanto o benefício pleno das novas tecnologias é privilégio para poucos. Promover o acesso e o uso consciente das TIC é um desafio da atualidade. A escola como instituição de amplo alcance tem sua importância ratificada no papel de promover a aproximação dos diversos setores da sociedade com as TIC e a internet, uma vez que ambas podem contribuir para elevar a qualidade da educação quando utilizadas de modo intencional e planejado.

Por: Ana Karla, Elaine Oliveira, Erika Sayonara, Luciele de Carvalho, Rone Guedes e Vanessa Torres.
Orientadora: Prof.ª. Esp. Janeth Carvalho

Referencias:
COOL, Cessar, MONERO, Carles e colaboradores. Psicologia da educação virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010.
PIMENTA, Selma Garrido (org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. 7. Ed. São Paulo. Cortez, 2009.

GLOSSÁRIO
TIC – Tecnologia da informação e comunicação
Web - palavra inglesa que significa teia ou rede. O significado de web ganhou outro sentido com o aparecimento da internet. A web passou a designar a rede que conecta computadores por todo mundo, a World Wide Web (WWW). Web pode ser uma teia de aranha ou um tecido e também se utiliza para designar uma trama ou intriga.





terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

MAPA CONCEITUAL, TECNOLOGIA, SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: UMA ENCRUZILHADA DE INFLUÊNCIAS.

A Influência da Internet: Novas ferramentas, cenários e finalidades educacionais


MAPA CONCEITUAL
Por: 
Jaciara Tereza Miranda
Josilene Aragão
Leila Lopes Cunha
Thallis de Oliveira Sousa
Orientadora: Profª.Esp. Janeth Carvalho
Referência: COLL, Cessar, MONERO, Careles e Colaboradores.Psicologia da educação virtual:aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre:Artmed 2010.
Glossário
Ubíquo -  Que está ou pode estar em toda parte ao mesmo tempo;onipresente.
Computação ubíqua -  é a capacidade de estar conectado à rede e fazer uso da conexão a todo o momento
Irrupção: Invasão súbita
Laboral- relativo ao trabalho.
Confluência- associação , fusão.
Semiótica - ciência geral dos signos que estuda todos os fenômenos culturais, como se fossem sistemas de significação.
Ubiquitous Computer- computador onipresente na vida das pessoas

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

AS NOVAS TECNOLOGIAS E AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM


A educação do século XXI contempla diversas evoluções tecnológicas e mudanças sociais. A constante transformação da sociedade e a agregação de novas concepções de vida, vem refletindo de maneira concisa dentro de nossas salas de aula, traçando uma linha tênue entre a educação corrente e a educação das gerações passadas.
As novas tecnologias são um dos benefícios propiciados por este novo estilo de vida em que a sociedade se encontra. Computadores de inúmeros formatos e tamanhos aliados a softwares que desenvolvem todo tipo de tarefa tem facilitado o acesso à informação.

Atualmente é notório o avançado nível de conhecimento tecnológico por parte dos alunos se comparado ao nível dos professores. E dentro das salas de aula percebemos que o conhecimento tecnológico adquirido pelos educandos é, na maioria das vezes, proporcional a sua falta de concentração.  Fator este decorrente da quantidade de informações que recebemos todos os dias via e-mails, celulares, televisão e vários outros meios, que sobrecarregam o cérebro, afetando a memória de forma significativa.
Percebemos assim, que essas novas tecnologias também influenciam nosso cotidiano de forma negativa, porém as vantagens que essas ferramentas permitem, podem superam suas inconveniências se utilizadas de maneira planejada pelo docente, com objetivos e significados bem definidos.
Um dos benefícios advindos dessa sociedade informatizada foi a utilização das novas tecnologias na educação no combate das Dificuldades no Processo de Aprendizagem – DPA .  As TIC’S (tecnologia de comunicação e informação), servem de auxílio ao estudo e facilitam a aprendizagem trazendo o conhecimento de forma mais estruturada.
A interatividade que um simples computador proporciona, permite ao aluno com DPA a oportunidade de observar com outra perspectiva aquele conteúdo proposto. Saindo da rotina em que estava habituado a estudar, o aluno aumenta seu interesse e receptividade por qualquer conteúdo a ser abordado.
O docente neste sentido deve entender o computador como ferramenta capaz de aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem. Giraffa(1993) afirma também que :

A utilização do computador fica especialmente justificada se pensado como elemento integrante da comunidade escolar, pela ação pedagógica que ele viabiliza. A simples modernização de técnicas não garante melhorias significativas no processo educativo. O substantivo é a Educação e o modo de viabilizá-la deve estar embasado em fundamentos psico-pedagógicos que explicitem uma certa concepção de ensino e aprendizagem. (GIRAFFA, 1993, p. 3) 
 
Um exemplo interessantíssimo, de acordo com a reportagem do globo repórter do dia 06/09/201, foi utilizado pela professora de informática, Luciana Freire, que ministrava suas aulas na cidade de Olímpia, no interior de São Paulo.
A professora relata que ao empregar um método que consistia na utilização da mão não dominante para o manuseio do mouse, os alunos com dificuldades de aprendizagem tinham uma relevante melhora, inclusive aqueles com Deficiência Intelectual.
Vemos então que esta reabilitação multimídia é um aparato de grande valia para os alunos com DPA´s. Fica claro também a urgência na adaptação dentro do âmbito escolar para a melhor utilização das novas tecnologias. Pois de acordo com Kenski :
As velozes transformações tecnológicas da atualidade impõem novos ritmos e dimensões à tarefa de ensinar e aprender. É preciso que se esteja em permanente estado de aprendizagem e de adaptação ao novo. (KENSKI, 2002). 
Aprender a aprender é e sempre será um processo constante no cotidiano do docente que busca a excelência do ensino.

Por: Lorena Lima Ferraz Carvalho
        Jackeline da Costa Carvalho
Orientadora: profª. Janeth Carvalho da Silva Cardoso

REFERÊNCIAS

KENSKI, Vani M. Em direção a uma ação docente mediada pelas tecnologias digitais. In: BARRETO, R. G. (Org). Tecnologias educacionais e educação a distância: avaliando políticas e práticas. Rio de Janeiro: Quartet, 2002. p. 74-84

GIRAFFA, Lucia M. M. Abracadabra: Ambiente de ensino-aprendizagem computadorizado. SBIE - SIMPÓSIO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO, 4. Anais Recife/PE: UFPE,1993.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO

         O mundo tem passado por muitas transformações em um espaço de tempo muito menor do que em épocas anteriores. O advento das novas tecnologias modificou os valores e os costumes das pessoas, sobretudo no âmbito educacional, a forma de pensar e fazer educação. Esse movimento é impulsionado por algo que muitos chamam de globalização. As fronteiras do mundo foram transpostas, limites antigos quebrados, a lógica do mercado e a definição de civilização foram expandidas. A escola como instituição básica da sociedade deve se posicionar pronta a cumprir sua função primordial de promover a formação humana dentro deste contexto.
       Não há dúvidas de que a introdução das tecnologias atuais pode produzir excelente resultados, muito além do imaginado. Porém, não se deve esquecer a importância da instrução sobre o uso produtivo dessa tecnologia por parte dos alunos e professores. Assim, conformeTajra (2008, p.49 ), “o que se espera com a utilização do computador na educação é a realização de aulas mais criativas, motivadoras, dinâmicas e que envolvam os alunos para novas descobertas e aprendizagens.”
          Pois, o que se fala hoje em dia é da dificuldade de utilização destas inovações de forma sistematizada nas escolas brasileiras, cada vez mais os professores são cobrados a realizar uma proposta que integre essas tecnologias. Contudo o que se vê é um despreparo ou oposição a utilização deste material nas relações pedagógicas. Os motivos dessa não utilização são muitos e variados, mas se manifestam de maneiras semelhantes de um contexto para outro. 
      Em se tratando do Brasil ainda estamos na complicada etapa da chamada: inclusão digital. Todo o nosso sistema de ensino ainda está se adequando a chegada dessas novas tecnologias. Mas o cerne do problema, está exatamente na forma como essas inovações serão aplicadas no âmbito de ensino. De acordo com o pensamento de Kenski:

Identificar quais as melhores maneiras de usar as tecnologias para abordar um determinado tema ou projeto especifico ou refletir sobre eles, de maneira a aliar as especificidades do “suporte” pedagógico (do qual não se exclui nem a clássica aula expositiva nem muito menos o livro) ao objetivo maior da qualidade de aprendizagem de seus alunos. (KENSKI, 2010, p. 106)

       O ministério da educação instituiu diretrizes para conduzir esse processo. Contudo, este acaba prejudicado, porque o ideal expresso nas políticas de educação não foi abraçado de fato pela sociedade, incluindo gestores públicos, gestores educacionais e também educadores.
Talvez, o termo correto nem seria este, mas sim um direcionamento oposto ao sentido primordial da prática educativa. A introdução das novas tecnologias no contexto da escola não irá por si só revolucionar a qualidade dos processos educativos. A formação dos professores tem de ultrapassar o simples saber técnico e instrumental. Mas acima de tudo, a experiência de ensino, mediada pelos meios tecnológicos, deve ser algo significativo para a realização do homem, onde o ambiente de aprendizagem é ativo e utilizado por indivíduos em constante interação e construção. Um lugar onde valha à pena estar.

POR: Thales Vinicius de Lima Xavier
      Sérgio Nazareno Alves Pinheiro
Orientadora: profª. Janeth Carvalho da Silva Cardoso

REFERÊNCIAS

KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da educação. 7 ed. Campinas, SP: Papirus, 2010.
TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na educação. 8 ed. São Paulo: Érica, 2008.
O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO COTIDIANO ESCOLAR


Desde os primórdios o homem busca criar novas tecnologias que facilitem o desenvolvimento das atividades do seu cotidiano. E o avanço destas tecnologias está se tornando cada vez mais rápido, exigindo das pessoas adaptação a esse desenvolvimento tecnológico para que não se tornem marginalizadas diante das oportunidades.
Tendo em vista a incontestável supremacia das novas tecnologias da informação e comunicação na dinâmica atual da sociedade, as pessoas necessitam mais do que nunca de estarem preparadas para lidar com toda esta não tão nova, mas ainda surpreendente modernização.
Em todas as esferas do mundo contemporâneo existem avanços tecnológicos: no lazer, no comércio, na saúde, na segurança, na justiça, na indústria, na educação, etc. em algumas mais e em outras menos. E neste contexto a escola assume um papel de essencial importância, visto que ainda é a instituição melhor concebida para o ensino formal e sistematizado. Espera-se da escola a formação de cidadãos críticos, reflexivos, autônomos, dotados de conhecimentos, habilidades e valores necessários à socialização e às exigências do novo mercado de trabalho.
Considerando-se este novo cenário da sociedade capitalista atual, a escola pública precisa desempenhar um trabalho planejado a fim de proporcionar ao estudante o mínimo de competências necessárias para que ele possa ter igualdade de oportunidade, uma vez que na maioria absoluta dos casos, para os alunos de escola pública – a escola - esta é a mais importante e às vezes a única fonte de conhecimento a que tem acesso.
Este trabalho tem o objetivo de abordar, ainda que brevemente a necessidade de uma atuação mais dirigida da escola pública a fim de implementar em seu currículo a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação tanto como meio quanto como fim, de maneira melhor planejada e intencional, bisando a formação globalizada do aluno.

A importância das novas tecnologias de informação e comunicação no cotidiano da escola

O uso das TIC’s tem se tornado cada vez mais rotineiro em nosso dia a dia e na escola isso não pode acontecer diferente, tendo em vista, que é missão da escola proporcionar aos alunos uma formação que seja integral e globalizada, educando-o para se tornar um ser humano ativo, reflexivo e consciente. Dentre as tecnologias atuais a que mais se destaca no âmbito escolar é o computador, desde a criação do primeiro computador comercialmente disponível, no século XIX, o avanço desta tecnologia vem acontecendo em ritmo relativamente acelerado. Nos dias atuais esta máquina possui as mais diversas versões com os mais diferentes programas.
Existem outras modernidades no campo tecnológico que fazem parte da rotina das pessoas que se tornou quase natural, como se sempre tivessem existido. Estar capacitado para lidar com estas novas TIC’s é essencial para fazer parte da competitividade da sociedade capitalista e cada vez mais globalizada da qual fazemos parte. Neste contexto a escola surge com mais uma missão: oferecer competências para que o aluno possa usufruir de maneira crítica e adequada das novas TIC’s. Para tanto, se faz necessário que a própria escola perceba e compreenda quais são os impactos e consequências desta modernização tecnológica no seu próprio ambiente para que com isso assuma de forma voluntária o papel de preparar seu aluno para viver de forma atuante nesta “sociedade da informação”.
É fato que as características do sistema produtivo em que vivemos impossibilitam que haja plena igualdade social, e que quanto menos preparado a indivíduo estiver mais excluído ele será aumentando ainda mais os índices de desigualdade. Neste cenário a educação desponta como mediadora da capacitação deste indivíduo.
Libâneo nos mostra que o papel da escola vai além da transmissão de conteúdos:

No contexto da sociedade contemporânea, a educação pública tem tríplice responsabilidade: ser agente de mudanças, capaz de gerar conhecimentos e desenvolver a ciência e a tecnologia; trabalhar a tradição e os valores nacionais ante a pressão mundial de descaracterização da soberania das nações periféricas; preparar cidadãos capazes de entender o mundo, seu país, sua realidade e de transformá-los positivamente. (LIBÂNEO, OLIVEIRA e TOSCHI, 2012, p. 133).

          Tal afirmação confirma a perspectiva em relação à escola pública, de formar cidadão com competências globalizadas e produtivas. Diante desta nova realidade tecnológica a escola pública necessita repensar sua metodologia de ensino e aprendizagem, pois permanecer tradicional e relutante às mudanças tornará cada vez mais difícil a incorporação desta nova e irreversível realidade.
           
Mesmo com a gradativa implantação das novas tecnologias no ambiente escolar, como o advento dos laboratórios de informática, é preciso que haja uma intencionalidade por parte do grupo escolar no uso destas novas TIC’s. Segundo Tajra, nem toda aula com o uso do computador, por exemplo, significa mudança:

A utilização do computador integrada a softwares educativos não garante uma adequada utilização desta tecnologia como ferramenta pedagógica. O fato de um professor estar utilizando o computador para ministrar aula não significa, necessariamente, que esteja aplicando uma proposta inovadora. Muitas vezes essa aula é tão tradicional quanto uma aula expositiva com a utilização do giz. (TAJRA, 2008, p. 49)

            Esta colocação aponta a essencialidade do planejamento. Este deverá sempre levar em consideração a realidade escolar, ou seja, a necessidade do aluno, o que ele precisa aprender, como se pode fazer essa mediação utilizando apropriadamente estes mecanismos tecnológicos e ainda qual a melhor maneira de avaliar se o objetivo foi concretamente alcançado.
            Ainda segundo Tajra (2008), o uso do computado pode ser definido com base em dois focos: o pedagógico e o social. Na finalidade pedagógica a intenção central é o uso do computador independente da disciplina, ou seja, como suporte facilitador da aula. Já como fim social, o computador seria utilizado para ensinar aos alunos como manuseá-lo de forma segura e consciente. É essencial que ambas as finalidades sejam indissociáveis.
            Portanto, pode-se perceber que não é impossível a adequação da escola à nova realidade das TIC’s, porém convém aceitar que é inevitável a necessidade de uma ação planejada o que requer dedicação e comprometimento por parte do grupo escolar.
            Quando adequadamente utilizadas às novas tecnologias de informação e comunicação podem se tornar uma ferramenta de reforço positivo no aprendizado do aluno gerando o desenvolvimento de habilidades essenciais para os dias hodiernos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar de não se poder negar que a escola pública tem mudado nas últimas décadas na tentativa de acompanhar o desenvolvimento tecnológico, ainda há muito que se galgar até o alcance do ambiente tecnológico escolar ideal.
A escola pública necessita ser melhorada ao que se refere à utilização das TIC’s. É preciso maior investimento por parte dos órgãos responsáveis pela educação no país, bem como a compreensão por parte dos professores da necessidade de se adequar a esta nova ferramenta inovadora e se bem usada, facilitadora.
Não há como descartar a evidência de que a informática faz parte integrante do mundo atual e que os alunos que não tem acesso ao domínio desta tecnologia, provavelmente se tornará marginalizado a todas as oportunidades e provavelmente também deixará de receber outras formas de aprendizado que objetivariam a formação cidadã deste aluno.
Portanto, o educador deve se perceber mediador da aprendizagem do aluno em todos os eixos, inclusive tecnológico; este aprendizado não deve abster-se apenas a um enfoque simplesmente instrumental, isto é, com finalidade social, pois faria a escola tornar-se tecnicista, nem tão pouco puramente pedagógico, visto que geraria insegurança no aluno ao que diz respeito ao uso prático do equipamento. Implica pensar numa propostade educação tecnológica que adote uma perspectiva de formação de cidadãos; pessoas capazes de utilizar as novas tecnologias de forma crítico-reflexiva, ou seja, consciente.

POR: Charlene de Fátima Gomes da Silva;
          Nádilla Azevedo R. dos Anjos.
Orientadora: profª. Janeth Carvalho da Silva Cardoso
         

REFERÊNCIAS

CHAVES, Eduardo O. C. Tecnologia e educação: o futuro da escola na sociedade da informação. São Paulo: Mindware Editora, 1998.
TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática e educação: novas ferramentas pedagógicas para o professor na atualidade. São Paulo: Érica, 2008.
LIBÂNEO, José Carlos. OLIVEIRA, João Ferreira de. TOSCHI, MirzaSeabra. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2012.

DURÃES, Marina Nunes. Informática e educação – conflitos e necessidades da sala de aula. Artigo científico disponível em: