terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO COTIDIANO ESCOLAR


Desde os primórdios o homem busca criar novas tecnologias que facilitem o desenvolvimento das atividades do seu cotidiano. E o avanço destas tecnologias está se tornando cada vez mais rápido, exigindo das pessoas adaptação a esse desenvolvimento tecnológico para que não se tornem marginalizadas diante das oportunidades.
Tendo em vista a incontestável supremacia das novas tecnologias da informação e comunicação na dinâmica atual da sociedade, as pessoas necessitam mais do que nunca de estarem preparadas para lidar com toda esta não tão nova, mas ainda surpreendente modernização.
Em todas as esferas do mundo contemporâneo existem avanços tecnológicos: no lazer, no comércio, na saúde, na segurança, na justiça, na indústria, na educação, etc. em algumas mais e em outras menos. E neste contexto a escola assume um papel de essencial importância, visto que ainda é a instituição melhor concebida para o ensino formal e sistematizado. Espera-se da escola a formação de cidadãos críticos, reflexivos, autônomos, dotados de conhecimentos, habilidades e valores necessários à socialização e às exigências do novo mercado de trabalho.
Considerando-se este novo cenário da sociedade capitalista atual, a escola pública precisa desempenhar um trabalho planejado a fim de proporcionar ao estudante o mínimo de competências necessárias para que ele possa ter igualdade de oportunidade, uma vez que na maioria absoluta dos casos, para os alunos de escola pública – a escola - esta é a mais importante e às vezes a única fonte de conhecimento a que tem acesso.
Este trabalho tem o objetivo de abordar, ainda que brevemente a necessidade de uma atuação mais dirigida da escola pública a fim de implementar em seu currículo a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação tanto como meio quanto como fim, de maneira melhor planejada e intencional, bisando a formação globalizada do aluno.

A importância das novas tecnologias de informação e comunicação no cotidiano da escola

O uso das TIC’s tem se tornado cada vez mais rotineiro em nosso dia a dia e na escola isso não pode acontecer diferente, tendo em vista, que é missão da escola proporcionar aos alunos uma formação que seja integral e globalizada, educando-o para se tornar um ser humano ativo, reflexivo e consciente. Dentre as tecnologias atuais a que mais se destaca no âmbito escolar é o computador, desde a criação do primeiro computador comercialmente disponível, no século XIX, o avanço desta tecnologia vem acontecendo em ritmo relativamente acelerado. Nos dias atuais esta máquina possui as mais diversas versões com os mais diferentes programas.
Existem outras modernidades no campo tecnológico que fazem parte da rotina das pessoas que se tornou quase natural, como se sempre tivessem existido. Estar capacitado para lidar com estas novas TIC’s é essencial para fazer parte da competitividade da sociedade capitalista e cada vez mais globalizada da qual fazemos parte. Neste contexto a escola surge com mais uma missão: oferecer competências para que o aluno possa usufruir de maneira crítica e adequada das novas TIC’s. Para tanto, se faz necessário que a própria escola perceba e compreenda quais são os impactos e consequências desta modernização tecnológica no seu próprio ambiente para que com isso assuma de forma voluntária o papel de preparar seu aluno para viver de forma atuante nesta “sociedade da informação”.
É fato que as características do sistema produtivo em que vivemos impossibilitam que haja plena igualdade social, e que quanto menos preparado a indivíduo estiver mais excluído ele será aumentando ainda mais os índices de desigualdade. Neste cenário a educação desponta como mediadora da capacitação deste indivíduo.
Libâneo nos mostra que o papel da escola vai além da transmissão de conteúdos:

No contexto da sociedade contemporânea, a educação pública tem tríplice responsabilidade: ser agente de mudanças, capaz de gerar conhecimentos e desenvolver a ciência e a tecnologia; trabalhar a tradição e os valores nacionais ante a pressão mundial de descaracterização da soberania das nações periféricas; preparar cidadãos capazes de entender o mundo, seu país, sua realidade e de transformá-los positivamente. (LIBÂNEO, OLIVEIRA e TOSCHI, 2012, p. 133).

          Tal afirmação confirma a perspectiva em relação à escola pública, de formar cidadão com competências globalizadas e produtivas. Diante desta nova realidade tecnológica a escola pública necessita repensar sua metodologia de ensino e aprendizagem, pois permanecer tradicional e relutante às mudanças tornará cada vez mais difícil a incorporação desta nova e irreversível realidade.
           
Mesmo com a gradativa implantação das novas tecnologias no ambiente escolar, como o advento dos laboratórios de informática, é preciso que haja uma intencionalidade por parte do grupo escolar no uso destas novas TIC’s. Segundo Tajra, nem toda aula com o uso do computador, por exemplo, significa mudança:

A utilização do computador integrada a softwares educativos não garante uma adequada utilização desta tecnologia como ferramenta pedagógica. O fato de um professor estar utilizando o computador para ministrar aula não significa, necessariamente, que esteja aplicando uma proposta inovadora. Muitas vezes essa aula é tão tradicional quanto uma aula expositiva com a utilização do giz. (TAJRA, 2008, p. 49)

            Esta colocação aponta a essencialidade do planejamento. Este deverá sempre levar em consideração a realidade escolar, ou seja, a necessidade do aluno, o que ele precisa aprender, como se pode fazer essa mediação utilizando apropriadamente estes mecanismos tecnológicos e ainda qual a melhor maneira de avaliar se o objetivo foi concretamente alcançado.
            Ainda segundo Tajra (2008), o uso do computado pode ser definido com base em dois focos: o pedagógico e o social. Na finalidade pedagógica a intenção central é o uso do computador independente da disciplina, ou seja, como suporte facilitador da aula. Já como fim social, o computador seria utilizado para ensinar aos alunos como manuseá-lo de forma segura e consciente. É essencial que ambas as finalidades sejam indissociáveis.
            Portanto, pode-se perceber que não é impossível a adequação da escola à nova realidade das TIC’s, porém convém aceitar que é inevitável a necessidade de uma ação planejada o que requer dedicação e comprometimento por parte do grupo escolar.
            Quando adequadamente utilizadas às novas tecnologias de informação e comunicação podem se tornar uma ferramenta de reforço positivo no aprendizado do aluno gerando o desenvolvimento de habilidades essenciais para os dias hodiernos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar de não se poder negar que a escola pública tem mudado nas últimas décadas na tentativa de acompanhar o desenvolvimento tecnológico, ainda há muito que se galgar até o alcance do ambiente tecnológico escolar ideal.
A escola pública necessita ser melhorada ao que se refere à utilização das TIC’s. É preciso maior investimento por parte dos órgãos responsáveis pela educação no país, bem como a compreensão por parte dos professores da necessidade de se adequar a esta nova ferramenta inovadora e se bem usada, facilitadora.
Não há como descartar a evidência de que a informática faz parte integrante do mundo atual e que os alunos que não tem acesso ao domínio desta tecnologia, provavelmente se tornará marginalizado a todas as oportunidades e provavelmente também deixará de receber outras formas de aprendizado que objetivariam a formação cidadã deste aluno.
Portanto, o educador deve se perceber mediador da aprendizagem do aluno em todos os eixos, inclusive tecnológico; este aprendizado não deve abster-se apenas a um enfoque simplesmente instrumental, isto é, com finalidade social, pois faria a escola tornar-se tecnicista, nem tão pouco puramente pedagógico, visto que geraria insegurança no aluno ao que diz respeito ao uso prático do equipamento. Implica pensar numa propostade educação tecnológica que adote uma perspectiva de formação de cidadãos; pessoas capazes de utilizar as novas tecnologias de forma crítico-reflexiva, ou seja, consciente.

POR: Charlene de Fátima Gomes da Silva;
          Nádilla Azevedo R. dos Anjos.
Orientadora: profª. Janeth Carvalho da Silva Cardoso
         

REFERÊNCIAS

CHAVES, Eduardo O. C. Tecnologia e educação: o futuro da escola na sociedade da informação. São Paulo: Mindware Editora, 1998.
TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática e educação: novas ferramentas pedagógicas para o professor na atualidade. São Paulo: Érica, 2008.
LIBÂNEO, José Carlos. OLIVEIRA, João Ferreira de. TOSCHI, MirzaSeabra. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2012.

DURÃES, Marina Nunes. Informática e educação – conflitos e necessidades da sala de aula. Artigo científico disponível em:

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