AS NOVAS TECNOLOGIAS E AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
A
educação do século XXI contempla diversas evoluções tecnológicas e mudanças
sociais. A constante transformação da sociedade e a agregação de novas concepções
de vida, vem refletindo de maneira concisa dentro de nossas salas de aula,
traçando uma linha tênue entre a educação corrente e a educação das gerações
passadas.
As
novas tecnologias são um dos benefícios propiciados por este novo estilo de
vida em que a sociedade se encontra. Computadores de inúmeros formatos e
tamanhos aliados a softwares que desenvolvem todo tipo de tarefa tem facilitado
o acesso à informação.
Atualmente
é notório o avançado nível de conhecimento tecnológico por parte dos alunos se
comparado ao nível dos professores. E dentro das salas de aula percebemos que o
conhecimento tecnológico adquirido pelos educandos é, na maioria das vezes, proporcional
a sua falta de concentração. Fator este
decorrente da quantidade de informações que recebemos todos os dias via
e-mails, celulares, televisão e vários outros meios, que sobrecarregam o
cérebro, afetando a memória de forma significativa.
Percebemos
assim, que essas novas tecnologias também influenciam nosso cotidiano de forma
negativa, porém as vantagens que essas ferramentas permitem, podem superam suas
inconveniências se utilizadas de maneira planejada pelo docente, com objetivos
e significados bem definidos.
Um
dos benefícios advindos dessa sociedade informatizada foi a utilização das
novas tecnologias na educação no combate das Dificuldades no Processo de
Aprendizagem – DPA . As TIC’S
(tecnologia de comunicação e informação), servem de auxílio ao estudo e
facilitam a aprendizagem trazendo o conhecimento de forma mais estruturada.
A
interatividade que um simples computador proporciona, permite ao aluno com DPA
a oportunidade de observar com outra perspectiva aquele conteúdo proposto.
Saindo da rotina em que estava habituado a estudar, o aluno aumenta seu
interesse e receptividade por qualquer conteúdo a ser abordado.
O
docente neste sentido deve entender o computador como ferramenta capaz de
aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem. Giraffa(1993) afirma também que :
A utilização do computador fica especialmente justificada se pensado como elemento integrante da comunidade escolar, pela ação pedagógica que ele viabiliza. A simples modernização de técnicas não garante melhorias significativas no processo educativo. O substantivo é a Educação e o modo de viabilizá-la deve estar embasado em fundamentos psico-pedagógicos que explicitem uma certa concepção de ensino e aprendizagem. (GIRAFFA, 1993, p. 3)
Um
exemplo interessantíssimo, de acordo com a reportagem do globo repórter do dia
06/09/201, foi utilizado pela professora de informática, Luciana Freire, que
ministrava suas aulas na cidade de Olímpia, no interior de São Paulo.
A
professora relata que ao empregar um método que consistia na utilização da mão
não dominante para o manuseio do mouse, os alunos com dificuldades de
aprendizagem tinham uma relevante melhora, inclusive aqueles com Deficiência
Intelectual.
Vemos
então que esta reabilitação multimídia é um aparato de grande valia para os
alunos com DPA´s. Fica claro também a urgência na adaptação dentro do âmbito escolar
para a melhor utilização das novas tecnologias. Pois de acordo com Kenski :
As
velozes transformações tecnológicas da atualidade impõem novos ritmos e
dimensões à tarefa de ensinar e aprender. É preciso que se esteja em permanente
estado de aprendizagem e de adaptação ao novo. (KENSKI, 2002).
Aprender
a aprender é e sempre será um processo constante no cotidiano do docente que
busca a excelência do ensino.
Por: Lorena Lima Ferraz Carvalho
Jackeline da Costa Carvalho
Orientadora: profª. Janeth Carvalho da Silva Cardoso
REFERÊNCIAS
KENSKI, Vani M. Em direção a uma ação docente mediada
pelas tecnologias digitais. In: BARRETO, R. G. (Org). Tecnologias educacionais e educação a distância: avaliando políticas e
práticas. Rio de Janeiro: Quartet, 2002. p. 74-84
GIRAFFA, Lucia M. M. Abracadabra:
Ambiente de ensino-aprendizagem computadorizado. SBIE - SIMPÓSIO BRASILEIRO
DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO, 4. Anais Recife/PE: UFPE,1993.
GLOBO REPORTER. Disponível em: <http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2013/09/metodo-usa-mao-que-usamos-menos-para-estimular-concentracao-mental.html
> Acessado em 21/01/2014 às 10:45h.

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