O USO DAS TECNOLOGIAS NO ÂMBITO EDUCACIONAL
Vivemos em um mundo no qual
muitos dizem estar bem à frente do nosso tempo, dizem isso em função das
diversas tecnologias presentes em seu cotidiano. Porém no que se refere à
questão educacional, a utilização das novas tecnologias, principalmente os
computadores, ainda apresenta diversos problemas, entre os quais podemos citar:
a falta de preparo dos professores para lidar com as tecnologias; a dificuldade
dos alunos em utilizar as tecnologias com reais fins educacionaise a qualidade
dos recursos tecnológicosoferecidos às escolas pelos governos.
Embora as questões
tecnológicas sejam parte do cotidiano de muitas escolas, a maioria dos
professores, principalmente os da rede pública, ainda não estão preparados para
lidar com as novos tecnologias. Como cita BELLONI (2003 apud KENSKI, 2004) existem diversos fatores que podem
contribuir par esta falta de preparação do docente: “Falta
de tempo para realizar formação continuada dentro da jornada de trabalho;
formação inicial precária; falta de hábito de autodidatismo e consequente
dificuldade de aproveitar o que o próprio programa oferece”. Porém não podemos
nos deixar ser levados por essa vertente de pensamento, pois todo bom
profissional deve, seja qual for a sua área, cada dia buscar o aperfeiçoamento
dos métodos para exercer sua profissão, assim como um médico nunca deixa de
estudar, para que a cada dia possa oferecer recursos cada vez mais modernos nas
questões relacionadas à área da saúde, o professor também não deve contentar-se
apenas com sua formação básica. Visto que ele é o responsável pela base de
formação de todas as profissões existentes.
Além das dificuldades
enfrentadas pelos professores, também é perceptível os percalços que os alunos
(principalmente os das escolas públicas) enfrentam para lidar com as novas
tecnologias utilizadas nas escolas. Mesmo que pareça absurdo o que se acaba de
citar, mas é real a dificuldade que os alunos tem de lidar com as tecnologias
quando as mesmas são direcionadas às questões educacionais. Pode-se conjecturar
que esta dificuldade deve-se ao fato de que eles então “acostumados” com a
utilização apenas das redes sociais, ou seja, os jovens sentam-se na frente de
um computador e a única coisa que sabem fazer é usar a famosa internet, com o
único objetivo de acessar as
redes sociais, mesmo com todos os recursos que um computador tem a oferecer, os
nossos jovens geralmente limitam-se apenas a utilização da internet.
É importante
salientar que quando elencamos os problemas relacionados à formação dos
professores e às dificuldades dos alunos não estamos excluindo a ação do
governo que também tem uma grande parcela de culpa em relação a esse assunto, pois
embora o mesmo disponibilize os recursos tecnológicos, na grande maioria das
vezes não oferece o suporte necessário para que essas tecnologias sejam
utilizadas de maneira correta, a fim de auxiliar o processo de ensino e
aprendizagem. Sobre isso Kenski nos diz que:
As escolas não têm verba suficiente
para manutenção e atualização permanente dos programas e realização de
treinamentos para todo o pessoal
pedagógico e administrativo do estabelecimento. É preciso que verbas cada vez
maiores sejam previstas nos orçamentos para esses itens, além da aquisição de
novas máquinas e novos programas. (KENSKI, 2004, p. 59)
Tal afirmação indica
que é primordial o apoio contínuo do governo na atualização e manutenção das
tecnologias instaladas nas escolas, visando um melhor aproveitamento desta
TIC’s no processo de ensino-aprendizagem.
É possível perceber que as
escolas têm as salas de informática, porém insistem em não deixar que os alunos
utilizem as mesmas por receio de que algum computador seja danificado, pois se
isso acontecer é certo que haverá grandes dificuldades pra conseguir recursos financeiros para o conserto.
Diante deste cenário o que podemos
concluir é que não basta apenas termos os recursos tecnológicos em nossas
escolas, é preciso, essencialmente, ter um ambiente propício à formação
globalizado dos alunos, para tanta é necessário a capacitação de qualidades para os professores e uma atuação mais eficaz do
governo.
POR: Aline Borges da Silva;
Anne Fonseca de Sousa.
Orientadora: profª. Janeth Carvalho da Silva Cardoso
REFERÊNCIAS
KENSKI, Vani Moreira. Erucação e Tecnologias: o novo ritmo da informação. 7 ed. Campinas, SP: Papirus, 2007.
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